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“Tira e bota” máscara de Bolsonaro e ministro é mais risco; especialistas criticam

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Enquanto o presidente colocava o ministro da Saúde em “saia justa”, querendo que ele faça um parecer para desobrigar o uso de máscaras no Brasil, Marcelo Queiroga reafirmava a importância de todas as medidas preventivas no combate à Covid-19.

Parece aquela brincadeira (de mau gosto) “tira e bota” entre um ministro e um presidente, que coloca em risco da população em um país que segue lento na vacinação. Pressionado, o ministro chegou a dizer, nada convincente, que “o presidente quer atrair atenção da sociedade para instigar o espírito de investigação dos pesquisadores”.

Em outro momento, Queiroga reforçou a importância das máscaras. “Neste momento, é importante usar [máscara]. Quando tivermos uma população com um percentual maior de vacinados, como está acontecendo nos EUA, as máscaras serão abandonadas”, disse.

CRÍTICAS

Logo após a fala de Bolsonaro, especialistas alertaram que desobrigar o uso de máscaras por quem já se vacinou ou se infectou pela Covid-19 é “totalmente inadequada” e pode contribuir para o aumento do número de casos no país.

Segundo o infectologista Júlio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as máscaras formam uma barreira física ao vírus, o que impede a contaminação de pessoas que não estão infectadas. Por isso, estes também precisam usar máscaras.

Para a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, mesmo os imunizados podem adoecer. “A diferença do Brasil com os EUA é que eles liberaram o uso de máscara por pessoas vacinadas, mas apenas em locais abertos. Lá, a taxa de contágio está em menos de 10 casos por cem mil habitantes, enquanto no Brasil varia entre 25 e 35. Além disso, já vacinou 43% da população”, pontuou.

Com informações do IG e G1

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