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Estados Unidos atacam Pix para favorecer empresas como MasterCard e Visa

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Foto: Agência Brasil

As atitudes de Flávio Bolsonaro (candidato a presidente da extrema-direita pelo PL) e Eduardo Bolsonaro, de pedir ações dos Estados Unidos ameaçam o Pix, sistema de pagamento público do governo brasileiro, criado em 2016. O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix, acusando a tecnologia nacional de prejudicar “injustamente” empresas americanas como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial concedido ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas à empresa líder nacional [o Pix]”, diz o documento.

Segundo a recomendação da conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, o Brasil favorece sua “campeã nacional, o Pix”, criado pelo Banco Central (BC). “O papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas. O banco agiu para prejudicar os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e dar preferência ao Pix”, reforça o documento.

NOVA TAXAÇÃO

A irresponsabilidade da família Bolsonaro fez o governo de Donald Trump agir contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

PIX É SOBERANIA

Segundo o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos, a ação do governo Trump busca disputar o mercado de pagamentos eletrônicos do Brasil e usar o caso como “efeito demonstração” para que outros países não busquem criar mecanismos que prejudiquem empresas dos EUA.

“O problema é que o Pix já é um sistema soberano, público e gratuito, que oferece uma alternativa a essas redes privadas, que geram muitos lucros, que são controlados pelos EUA. E mostrou que uma infraestrutura pública pode deslocar o modelo privado. que extrai tarifas. E esse modelo está se espalhando, como na Índia. O interesse dos EUA é essa renda de intermediação que os comerciantes pagam entre 2% a 5% na transação dos cartões de crédito”, completou e lembrou que o Pix tem movimentado mais recursos que cartões dos EUA como Visa e Mastercad.

com informações da Agência Brasil

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