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“Freixado” com o PSB, Marcelo Freixo deixa PSOL provocando interrogações

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A disputa eleitoral de 2022 está a todo vapor com as pesquisas para presidente e, também, com as saídas e chegadas de lideranças aos partidos. De olho no governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Marcelo Freixo anunciou sua saída do PSOL, onde atua desde a fundação, em 2005. Seu destino é o PSB.

No Twitter, Freixo afirmou que a “decisão foi longamente amadurecida” e que, apesar do fim do ciclo de 16 anos, tem a certeza que “seguirá na mesma trincheira [do que o partido] de defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro”. À revista Veja, Freixo disse que se filia ao PSB ainda neste mês. Segundo o deputado, a mudança faz parte de um projeto nacional que também inclui a filiação ao mesmo partido do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). “No meu caso, estou olhando para dois cenários, o do Rio e o nacional”, disse.

Na mensagem no Twitter, Freixo diz que as eleições de 2022 serão um plebiscito nacional sobre a Constituição de 1988. “Por isso nós democratas não temos o direito de errar: do outro lado está a barbárie da fome, da morte e da devastação”, escreveu.

Será que ele lembrou das eleições para a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2020, quando desistiu de concorrer, mesmo em segundo lugar nas pesquisas? Na época, Freixo argumentou que foi pela dificuldade de formar uma aliança ampla com a esquerda. Mas, o fato é que ele era o nome em condições de ganhar o pleito. A desistência do nome mais forte abriu caminho para a vitória de Marcelo Crivella, que ampliou o caos na capital fluminense.

ENCONTRO COM LULA

O portal UOL destacou que o anúncio de Freixo ocorreu um dia depois de um encontro com o ex-presidente Lula, que recebeu apoio do deputado nas eleições presidenciais de 2022. Isso, com a contrapartida do apoio do PT a sua candidatura ao governo do Rio. Participaram do encontro os deputados federais Jandira Feghali (PCdoB) e Alessandro Molon (PSB), o deputado estadual André Ceciliano (PT) e a presidente do PT, Gleisi Hoffman.

Duas coisas intrigam nesse movimento do tabuleiro partidário e eleitoral. A esquerda estaria, mesmo, com maturidade para tentar formar arcos amplos de alianças para derrotar o bolsonarismo? Nesse troca-troca, partidos também estão influenciando saída e entrada de lideranças de outras legendas? Só o tempo dirá.

Com informações do UOL

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