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Sem vacina, morte de grávidas será 4 vezes maior, diz Fiocruz

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Cerca 654 grávidas e mães de recém-nascidos morreram por Covid-19 entre janeiro e abril deste ano. Isso ultrapassa os óbitos maternos pela doença em 2020, que foi de 432. Os dados são do IFF/Fiocruz (Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira).

Um dos casos é o da vereadora de Baixa Grande do Ribeiro (PSB-PI), Diana Neris, de 28 anos. Ela foi diagnosticada com Covid-19 em 9 maio, no oitavo mês de gravidez, e morreu em decorrência da doença no dia 16, após realizar uma cesárea de emergência. A filha da vereadora, prematura, segue internada na UTI de um hospital em Teresina.

“Se nada for feito em relação a esse cenário, o número de óbitos de gestantes e puérperas até dezembro pode ser de três a quatro vezes maior do que em 2020. O perfil dos casos mudou. Quando avaliamos a letalidade [relação entre mortes e infectados], percebemos que piorou ]para toda a população. Para gestantes e puérperas, mais do que dobrou. Em 2020, no pico da pandemia, a taxa era de 9%. Em abril, foi de 20%”, afirma o obstetra Marcos Nakamura, pesquisador do instituto.

O Ministério da Saúde incluiu grávidas e puérperas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunizações apenas no final de abril. Mas, segundo o UOL, no dia 11 de maio, mudou a orientação para que apenas aquelas com comorbidades sejam imunizadas, após a morte de uma gestante que poderia estar relacionada à vacina da AstraZeneca/Oxford. Mas, o IFF/Fiocruz mostra que 60% das gestantes e mães que morreram em 2021 não tinham nenhuma doença preexistente.

Com informações do UOL / Universa

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