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Depois de dizer que não há atraso nas vacinas, Aras investigará Bolsonaro e Roberto Dias?

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Depois de receber notícia-crime, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber encaminhou, à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedido de investigação contra Jair Bolsonaro e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

A notícia-crime refere-se ao caso da empresa Daviti, por negociação com o Ministério da Saúde para compra de 400 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca contra a Covid. O pedido foi enviado ao STF pela deputada Natália Bonavides (PT-RN). Aponta possível crime de prevaricação por parte de Jair Bolsonaro, e quer verificar se Dias cometeu os delitos. O caso veio à tona com as denúncias feitas pelo servidor Luis Carlos Miranda e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM).

Em sua argumentação, a ministra Rosa Weber disse: “Temos ao menos duas pessoas que confirmaram ter havido cobrança de propina nas aquisições de vacinas pelo Ministério da Saúde: um servidor público que relatou à CPI, e um representante de uma empresa que afirmou em entrevista que recebeu a oferta para participar de uma Organização Criminosa cujo objetivo seria locupletar os sócios dessa política de morte do Governo Federal”, completou.

“Importa ainda rememorar que, conforme relato dos irmãos Miranda à CPI, quando o presidente da República foi informado da suspeita de algumas dessas irregularidades, Bolsonaro pareceu ter ciência do fato”, acrescentou a deputada Natália Bonavides.

DIFÍCIL ARAS ACATAR

O envio do caso à PGR é praxe porque cabe ao Ministério Público verificar se há elementos para pedir a abertura de um inquérito. Então, caberá a Augusto Aras decidir se o processo vai adiante. Há, pelo menos, dois fatos que não indicam isso.

Primeiro, o procurador foi escolhido pelo presidente, mais por sua afinidade com a linha do capitão, que não seguiu a lista tríplice da Associação Nacional de Procuradores da República: Mario Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul. Bolsonaro é o primeiro presidente da República a não seguir, desde 2001.

E a sua manifestação ao STF sobre possível má gestão do governo na compra das vacinas. Aras disse que o governo não foi omisso. “Não se tem o alegado quadro de inação”, para responder a uma ação movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que pedia a compra de imunizantes para a vacinação em massa. A argumentação de Aras contrasta com a realidade: até ontem, segundo o UOL, apenas 12,4% dos brasileiros haviam recebido duas doses das vacinas contra o novo coronavírus.

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