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Delegada da PF é afastada após pedir buscas no governo Bolsonaro

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O discurso do presidente Bolsonaro, de que manteria autonomia da Polícia Federal (PF), cai por terra a cada operação que atinge pessoas ligadas ao seu governo. Agora, a delegada responsável pela Operação Lume, Denisse Ribeiro, foi retirada da investigação. Coincidência ou não, após 14 dias que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma busca e apreensão no Palácio do Planalto.

Essa investigação seria feita na Secretaria de Comunicação da Presidência da República, no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, nos endereços do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten e em um canal bolsonarista no YouTube. A PF ia procurar provas de que agentes públicos distribuíram verbas do governo para canais bolsonaristas que incitavam movimentos na internet e nas ruas pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo e a volta da ditadura militar e do AI-5 (Ato Institucional número 5).

Segundo o UOL, oito dias depois de o pedido ser enviado ao STF, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com André Mendonça, então ministro da Justiça, responsável pela PF, Depois, em 6 de julho, Mendonça se encontrou com o então diretor-geral da PF, Rolando Alexandre Souza.

SEM ESCLARECIMENTOS

O portal diz que existia uma ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes para que Denisse e outros delegados fossem mantidos no inquérito dos atos antidemocráticos. Procurada, a assessoria da PF não esclareceu e não forneceu cópia do processo de mudança dos delegados. O Palácio do Planalto não comentou.

Em dezembro passado, a PF pediu para aprofundar investigações na “hipótese criminal” segundo a qual o presidente e seus filhos atuaram nas redes sociais para atos antidemocráticos. Rastreado, o perfil Bolsonaronews foi acessado da casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro e do Palácio do Planalto.

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