O Tribunal Superior do Trabalho (TST) jugou, nesta terça (29) o dissídio coletivo dos trabalhadores da Caixa, em greve desde 10 de setembro. O TST decidiu que a greve não é abusiva e fixou reajuste salarial de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,6% de ganho real. A decisão terá validade de dois anos.
Esse mesmo reajuste deve ser aplicado a auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.
Também foi determinado o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados, mas devem ser compensados em até 180 dias.
PLANO DE SAÚDE
O principal impasse entre a categoria e o banco era o modelo de custeio do plano de saúde, o Saúde Caixa. Os sindicatos pediam a exclusão do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio 70/30 (empresa/empregados) e reajuste zero.
A Caixa queria mudanças no plano, apontando dificuldades para manter a sustentabilidade financeira no atual formato. O TST decidiu manter as regras do acordo coletivo anterior, de 2024 a 2026.
Com isso, os valores previstos no plano deverão ser atualizados pelo INPC mais 0,6%. Também foram mantidas todas as demais regras, inclusive a mensalidade do titular no valor de 3,5% da remuneração.
com informações do g1
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