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Tentando “tirar braço da seringa”, Pazuello irrita senadores na CPI

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A temperatura subiu em Brasília, nesta quarta (19), durante o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid. Tudo porque ele afirmou que o estoque de oxigênio hospitalar em Manaus ficou negativo por três dias, em janeiro.

Senador pelo estado, Eduardo Braga (MDB-AM) disse irritado era mentira. “Informação errada, mentirosa. Não faltou oxigênio no Amazonas apenas 3 dias. Faltou oxigênio na cidade de Manaus por mais de 20 dias. É só ver o número de mortos. É só ver o desespero”, esbravejou.

O general tentou “tirar o braço da seringa” ao dizer que foi informado sobre a falta no dia 10 de janeiro. Mas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lembrou que o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, afirmou ter avisado Pazuello no dia 7.

Além disso, ofício da Advocacia-Geral da União ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que o governo federal sabia do “iminente colapso do sistema de saúde” do Amazonas dez dias antes de a crise estourar e faltar oxigênio para os pacientes.

VERSÕES DIFERENTES

Além desse fato, Eduardo Pazuello apresentou versões diferentes aos outros depoentes sobre algumas ações do governo federal no enfrentamento à pandemia. Ao contrário de Carlos Murillo, executivo da Pfizer, e do ex-secretário de Comunicação Social do governo federal Fábio Wajngarten, Pazuello disse que houve resposta às ofertas de vacina feitas, no ano passado, pela empresa farmacêutica.

Wajngarten relatou uma carta enviada pelo presidente mundial da empresa, Albert Bourla, a alguns integrante do governo brasileiro, e que ficou sem reposta. Ainda segundo Pazuello, Bolsonaro foi informado durante todo o processo das tratativas com a Pfizer.

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