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Minorias seguem minorias nas empresas e não chegam a 10% do quadro, diz pesquisa

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As empresas brasileiras seguem sem promover a inclusão social das chamadas minorias. Uma pesquisa da Pulses, plataforma de soluções de clima organizacional, engajamento e performance, em parceria com a Nohs Somos, startup de diversidade & inclusão confirma isso. Menos de 10% dos colaboradores pertencem a segmentos como negros, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs).

Para piorar, apenas metade das companhias tem uma política de inclusão e diversidade amplamente divulgada. O levantamento mostra que as minorias continuam sendo minorias nos quadros de funcionários. Entre os mais de 6 mil respondentes, 8% se declararam negros; 4% não binários, pessoas trans e travestis; 8% LGBTI+ e 3% relataram ter algum tipo de deficiência.

E tudo indica que vai demorar para melhorar, pois na percepção dos colaboradores sobre diversidade na equipe, 73% disseram que a organização tem um quadro bastante diverso. Um contraste com o resultado da pesquisa. Para Bruno Jordão, co-fundador e diretor de comunidade da Nohs Somos, esses dados evidenciam o quanto a percepção de mundo de um indivíduo está ligada à sua própria bagagem cultural e vivência social.

Ainda segundo a pesquisa, embora exista uma percepção de combate à discriminação e de práticas inclusivas, 50% dos colaboradores disseram não conhecer a política de diversidade e inclusão da empresa. Para Beth Navas, co-founder e especialista em People Science da Pulses, “ter uma política específica de diversidade e inclusão significa planejar, ter visão de longo prazo e monitorar constantemente os índices, que devem estar ligados às ações estratégicas e valores da empresa.”

LIDERANÇAS

E quem acha que na parte de cima a coisa é diferente, deve saber que nos cargos de liderança, 55% dos entrevistados veem líderes diversos na equipe. O resultado é uma consequência direta da baixa participação de grupos minoritários nas empresas. Para Jordão, “é essencial ter uma revisão sobre os processos de seleção de gestores, para que esses não sejam enviesados a buscar apenas pessoas que se enquadrem nessa imagem e identidade social construída.”

Segundo Beth Navas, “para que exista uma cultura de diversidade e inclusão, são necessárias ações focadas em recrutamento e seleção, na criação de políticas de cargos e salários acessíveis a todos, além de ampliar o networking e as parcerias com fundações, consultorias e mentorias especialistas no tema.”

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A pesquisa reforça a falta de inclusão para pessoas com deficiências, quando 33% dos colaboradores destacaram que não há ações para incluir esses profissionais na empresa. Isso mesmo com uma obrigação legal para a contratação desse segmento populacional. De acordo com Jordão, “só é possível reverter isso com uma preparação do ambiente de trabalho em diversos aspectos, que vão além do arquitetônico, para torná-lo acessível.”

Com informações do G1/Economia (foto: blog spvale)

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