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Mãe diz que foi muita humilhação ter bebê em frente à maternidade de Ilhéus

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Um parto em plena calçada e em frente à maternidade repercutiu bastante em Ilhéus e na região Sul. Jaqueline Andrade, de 27 anos, falou pela primeira vez sobre o episódio ao Pimenta Blog. Ela disse que foi muita humilhação ter a pequena Fanny na calçada em frente à Maternidade Santa Helena, no último dia 15 de junho.

A jovem contou que lembra apenas de ter ouvido a voz do marido Felipe, pedindo que ela tentasse se manter acordada. Segundo Jaqueline, o parto só ocorreu na rua porque o serviço de recepção da maternidade não ouviu os apelos de Felipe. Que 20 minutos separaram a chegada ao local, às 6 horas, e o rompimento da bolsa.

Em nota, a direção da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, responsável pela maternidade, afirmou que “a parturiente já chegou ao local em trabalho de parto num estado muito avançado, inclusive com a expulsão do feto, o que impossibilitou o uso de cadeira de rodas para acolhê-la dentro da unidade.”

Em nota enviada ao site, o advogado da família, Dimitre Carvalho Padilha, informou que vai solicitar as gravações das câmeras de segurança instaladas em torno do hospital. Isso para esclarecer a cronologia dos eventos daquela manhã e outros pontos controversos. Para ele, a demora do atendimento submeteu a família, sobretudo a criança e a mãe, a um constrangimento desumano e degradante.

“Mesmo após o parto, não foi fornecida cadeira de rodas pelo hospital. A criança foi enrolada em uma toalha suja trazida pela família para enxugar o líquido perdido pela parturiente. Uma pessoa que presenciou os fatos foi quem entrou na maternidade e pegou uma cadeira de rodas para ajudar a família”, relatou Padilha.

GRAVIDEZ DE RISCO

Segundo o advogado, considerando o risco da gravidez de Jaqueline – diagnosticada com mioma intrauterino e pedra na vesícula -, ela deveria ter sido internada na noite de segunda-feira (14), quando esteve na Santa Helena. “Caso [a maternidade] adotasse a referida conduta, a vida da gestante e sua filha não seriam expostas aos riscos experimentados”, escreveu.

Jaqueline contou que a enfermeira que lhe atendeu, na noite anterior, recomendou que ela voltasse na manhã seguinte. Nesta terça (22), a família levou o caso ao conhecimento da Polícia Civil.

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