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Ex-presidente da Anvisa critica governo pelas 550 mil mortes por Covid

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Nesta segunda (26), o Brasil superou a marca de 550 mil mortos pela Covid-19. Entre domingo e ontem, foram 578 vítimas notificadas pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e 18.999 novos casos.

O ritmo da vacinação cresceu, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal para controle da doença uma porcentagem de imunização superior a 80%. Isso é preocupante quando capitais suspenderam a aplicação das primeiras doses por falta de imunizantes: Belém, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória.

Quem analisou a situação foi o médico, fundador e ex-presidente da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina. “Não temos perspectiva de voltar à normalidade. Enquanto não vacinarmos a população, a única alternativa são as medidas não farmacológicas”, disse, em entrevista promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Vecina destacou que o País sabe fazer vigilância epidemiológica. “Devemos informar ocorrência de casos e fazer bloqueios. E não estamos fazendo. Bloqueio é lockdown, como dizem atualmente. Sempre que temos crescimento no número de casos, a única alternativa que temos é através do bloqueio”, afirmou.

O médico não vê ações do governo em políticas públicas para a superação da pandemia. “Enquanto o presidente Jair Bolsonaro adotou uma postura negacionista, estados abandonaram as proteções aos cidadãos, como isolamento social. Uma pandemia como esta, nosso presidente acreditou que ela terminaria se todos tivessem a doença. Alguém convenceu o presidente que se todos pegarem, a pandemia acabava. Com isso, milhões morreriam. Não dá pra atingir imunidade de rebanho a partir de casos”, afirmou.

Para ele, o governo federal sempre atuou como opositor à proteção dos brasileiros e “aliado” do vírus. “Incentivou e promoveu aglomerações, ridicularizou mortes, disseminou mentiras sobre a segurança das vacinas e uso de máscaras, e ligou a compra tardia de vacinas a um esquema de corrupção, em investigação na CPI da Covid”, criticou.

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