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Empreendedores negros formados não conseguem renda maior, diz pesquisa

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Se formar em uma universidade, superar o racismo e vencer no mundo dos negócios tem sido uma busca constante da população negra. Mas, uma pesquisa do Movimento Black Money revela muitas dificuldades ainda: Mais de 60% dos empreendedores negros têm ensino superior, porém, apenas 16% alcançam renda familiar superior a seis salários mínimos. O estudo foi realizado em parceria com a Inventivos e a RD Station.

Para a criadora do Black Money, Nina Silva, “diferentemente do que se pode imaginar, a educação não é a grande barreira que separa os negros de oportunidades de ascensão social. Independentemente de darmos a contribuição mais que necessária, nós não temos o retorno financeiro nem o reconhecimento social a partir da educação.”

Segundo a pesquisa, mais da metade dos empreendimentos desse segmento vende produtos e serviços para pessoas físicas. Apenas 11% dos negócios conduzidos por negros vendem produtos para outras empresas.

Nina afirma que a presença de rostos negros na publicidade e os programas de trainee e estágio voltados apenas para jovens negros são importantes. “Mas, os principais beneficiários disso continuam sendo as empresas tradicionais, que concentram quase todo o bolo dos R$ 1,73 trilhão movimentados anualmente pelo consumo de pessoas negras no Brasil. Esse dinheiro não chega aos empreendimentos negros”, diz.

OUTRAS DIFICULDADES

Além disso, empresários negros encontram obstáculos maiores no acesso a crédito. Mais de 40% dos entrevistados relatam que um empreendedor negro encontra três vezes mais dificuldade do que um empreendedor branco. Segundo Nina, isso faz com que boa parte das iniciativas seja de serviços e produtos para outras pessoas negras, também excluídas como consumidoras pelo mercado tradicional.

RESUMO DA ÓPERA – A pesquisa mostra como o racismo estrutural segue forte no Brasil, dificultando a vida de pessoas que lutam para cursar uma faculdade e ajudar a economia do País. É preciso equilibrar o acesso à educação, em todos os níveis, com uma mudança de postura das grandes empresas e políticas públicas que garantam oportunidades para o empreendedorismo de pessoas negras.

Com informações da CNN Brasil (foto: Folha de SP)

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