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PCdoB: 100 anos em defesa do Brasil e da Democracia

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Por Wenceslau Junior *

Nessa sexta-feira, 25 de março de 2022 o Partido Comunista do Brasil comemora seu primeiro centenário de fundação. Em 1922 em um ambiente de luta por direitos sociais e trabalhistas embalados pelo ideal socialista fruto da Revolução Russa 1917, nove jovens, a maioria operários e alguns intelectuais se reuniram em Niterói – RJ para fundar o Partido Comunista do Brasil.

O ambiente nacional era de uma classe operária em formação e também de enorme ebulição cultural que buscava a formação de uma cultura genuinamente brasileira, me refiro especialmente à Semana de Arte Moderna que também comemora seu centenário neste ano de 1922.

Impossível narrar a história deste século sem recorrer à história de lutas dos comunistas. Na organização dos primeiros sindicatos combativos, na luta pelas Reformas de Base e na resistência em defesa da democracia nos momentos de exceção, lá estavam os militantes e dirigentes comunistas. Mais da metade desse tempo o Partido viveu na clandestinidade.

Nas décadas de 30 e 40 enfrentamos a Ditadura do Estado Novo, que aliada ao Nazifascismo oprimiu duramente o povo brasileiro que não aceitava a exclusão e brutalidade dessa política. O Estado Novo entregou covardemente Olga Prestes para morrer nos campos de concentração nazista.

De 01 de abril de 1964 a 15 de março de 1985 enfrentamos a Ditadura Militar, inclusive pegando em armas na heroica Guerrilha do Araguaia. Em 16 de dezembro de 1976 vários dirigentes do Comitê Central foram presos, torturados e mortos em São Paulo-SP, no episódio conhecido como Chacina da Lapa, entre os presos e torturados estava o saudoso Camarada Haroldo Lima, que sobreviveu à tortura, mas não resistiu ao negacionismo morrendo de COVID-19 em 24 de março de 2021.

Ao longo desses 100 anos o PCdoB sempre defendeu a democracia, a justiça social, o respeito à diversidade brasileira, o direito dos trabalhadores e trabalhadoras, a liberdade de culto religioso, incluída pela primeira vez em Constituição Federal pelo Deputado Comunista Jorge Amado na Constituição de 1946.

O desafio de defender a democracia nunca foi tão atual e intenso como hoje. A postura genocida, negacionista, machista, misógina, homofóbica, e para traduzir em uma só palavra, nazista, do atual Presidente da República, chama mais uma vez os comunistas à responsabilidade: Iremos honrar a memória dos brasileiros e brasileiras que tombaram na Guerrilha do Araguaia, na Chacina da Lapa, nos conflitos agrários e todos aqueles como Chico Mendes, Marielle Franco, Haroldo Lima, Moa do Katendê, que tiveram suas vidas ceifadas pela brutalidade daqueles que se desumanizaram no exercício do poder.

Vamos recolocar o Brasil nas mãos dos Brasileiros e substituir o ódio pelo amor, a violência pela paz, o preconceito pelo acolhimento, a morte pela vida, o egoísmo pelo espírito colaborativo, o individualismo pela solidariedade, o medo pela confiança de que é possível transformar o mundo em um lugar melhor para se viver, respeitando não só os seres humanos e tratando-os com equidade, mas respeitando também os limites da natureza.

Viva o Partido Comunista do Brasil! Viva a Paz! Viva o Socialismo! Fora Bolsonaro!

* Presidente municipal do PCdoB de Itabuna; professor da Uesc e mestrando em Direito, Governança e Políticas Públicas pela Unifacs; membro da Comissão Política Estadual do PCdoB; ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-secretário de Planejamento e Tecnologia de Itabuna.

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