Através da rede social X (antigo Twitter), o Ministério da Comunicação da República Democrática do Congo (RDC) apresentou nesta terça-feira (1°), os dados sobre os casos de ebola. O país registrou 6 186 infectados com 3 007 mortes. Até o presente momento, a epidemia é tida como a mais letal no RDC.
De acordo com as autoridades, 830 contaminados estão em isolamento ou em hospitais, seis províncias estão afetadas e 60 zonas de saúde comprometidas. Informações sobre o espalhamento do vírus não foram identificadas e informadas até o presente momento .
https://x.com/Com_mediasRDC/status/2095055880441967051?s=20
A principal região do surto, a província de Ituri, no nordeste do país, tem fronteira com Uganda e Sudão, onde também há registros de casos. Com a presença de grupos armados e movimentações constantes conectadas ao garimpo, o acesso das equipes médicas a certas localidades da região é severamente prejudicado.
Esta epidemia é causada pela variante Bundibugyo, esta cepa ainda não tem vacina disponível. Os imunizantes disponíveis atualmente são direcionados à variante Zaire, que historicamente responde pelas maiores epidemias de ebola.
Em 17 de agosto, a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou o atual surto de ebola como o de disseminação mais célere já documentado. A maior epidemia em número de mortes registrada até então havia ocorrido entre 2018 e 2020, somando 2.300 vítimas fatais.
Anteriormente, a cepa Bundibugyo causou dois surtos: em Uganda (2007) e na RDC (2012). Nesses dois eventos, a taxa de letalidade variou entre 30% e 50%.
Com informações do Alma Preta e Ministério da Comunicação da RDC
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