Um estudo recente da Amcham Brasil informa que a Bahia pode tirar proveito do crescimento da exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil. A organização que promove conexões entre mais de 180 mil executivos projeta que o crescimento do setor pode criar um impacto de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano.
Com um impacto previsto de 16%, o Pará lidera o ranking de estados mais afetados, seguido pela Bahia na segunda posição. Goiás (10%), Piauí (4%) e Minas Gerais (3,8%) vêm em seguida.
A estimativa integra um estudo divulgado enquanto a pauta da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos no Congresso Nacional cresce. O PL 2.780/2024 cria a política para o setor, assim evitando que a exploração seja desenfreada e desordenada, foi desengavetado no Senado e poderá ser visto nos próximos dias .
De acordo com estimativas da Amcham, o projeto de expansão do setor de terras raras e minerais críticos tem potencial para acrescentar R$ 192,1 bilhões ao PIB do Brasil, além de criar cerca de 750 mil novos postos de trabalho até o ano de 2050.
CENARIOS HIPOTETICOS
Para o desenvolvimento do setor, o estudo analisa duas perspectivas distintas:
- Cenário 1 (Financiamento Doméstico): Com investimentos custeados essencialmente por capital nacional e foco de produção voltado à exportação de insumos com baixo valor agregado, prevê-se um impacto acumulado de R$ 128,7 bilhões no PIB brasileiro e a criação de aproximadamente 304 mil postos de trabalho.
- Cenário 2 (Aporte Estrangeiro e Processamento Local): Analisando um contexto com maior atração de capital internacional, expansão do beneficiamento mineral no país e integração com a indústria nacional, os investimentos atingiriam R$ 120,9 bilhões. Essa projeção indica um ganho acumulado de R$ 192,1 bilhões no PIB e a geração estimada de 750 mil empregos.
Entre os recursos analisados no levantamento estão o cobalto, o cobre, a grafita, o lítio, o níquel e os elementos de terras raras.
“O país possui uma das mais significativas reservas de minerais críticos em nível mundial, estando plenamente capacitado para assumir um papel de liderança neste mercado internacional. O potencial de conversão desses recursos naturais em progresso econômico, tecnológico e industrial é diretamente proporcional à habilidade nacional em captar novos investimentos.”, destaca o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.
Em comparação ao primeiro cenário, a atração de capital internacional aliada ao fortalecimento do processamento mineral no Brasil traz projeções significativamente superiores: um acréscimo de R$ 63,4 bilhões ao PIB, aumento de R$ 32,3 bilhões no consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões em novos investimentos e a geração adicional de 446 mil empregos.
Vale ressaltar a importância de políticas que garantam que além da atração de capital estrangeiro, tenha também a transferência de tecnologias e investimento em pesquisa, para que o país possa deixar de ser um exportador primário e avance cada vez mais.
Com informações do Bahia Economica
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