Após as manobras lideradas no Senado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-SC), as centrais e sindicatos articulam pressionar os senadores em cada estado para que a PEC que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais seja votada antes do primeiro turno das eleições, dia 4 de outubro.
Na avaliação das entidades, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado por empresários e senadores do PL e da extrema-direita para pautar a PEC depois e possibilitar que os parlamentares “traiam o povo”.
“A orientação é fazer a campanha eleitoral pedindo aos eleitores que perguntem aos candidatos a senadores e deputados [federais e estaduais] se são a favor ou contra o fim da 6×1. Os sindicatos devem intensificar panfletagens em locais de grande fluxo de pessoas, reforçar a mobilização nas redes sociais e construir novos protestos de rua”, pontua Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
MAIS QUALIDADE DE VIDA
Na reunião do Fórum das Centrais ficou definido solicitar outra audiência com Davi Alcolumbre para pedir a votação da PEC antes do 1º turno e denunciar os parlamentares que estão contra a redução da jornada de trabalho.
Segundo as Centrais, o fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara Federal em maio, é um anseio do povo. Pesquisas motram que mais de 70% da população brasileira é a favor da PEC. “Reduzir a jornada melhora a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores e das trabalhadoras, que terão mais tempo para a família, lazer, mais capacitação e outras atividades importantes para o bem-estar das pessoas”, enfatiza Rosa de Souza, presidenta da CTB Bahia.
com informações da CTB
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