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O negócio da China é contribuir com 70% da redução da pobreza mundial

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Enquanto a pandemia fez crescer a pobreza na maioria dos países, a China celebra a redução desse flagelo. Segundo o Cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, o país asiático contribuiu com mais de 70% da redução da pobreza no mundo.

Na coluna Opinião, de O Globo, o diplomata revelou que o governo retirou mais de 770 milhões de pessoas da pobreza, concluindo a missão de acabar com a pobreza absoluta na China e atingindo a meta estabelecida pelas Nações Unidas, dez anos antes do previsto.

CAUSAS DO SUCESSO

Em artigo para o Le Monde Diplomatique Brasil, a professora e pesquisadora Melissa Cambuhy elenca várias causas para o feito da China. Ela disse que “o êxito conquistado (em novembro de 2020) “compõe uma agenda centenária de planejamento e de coordenação de uma série de políticas estatais voltadas para setores estratégicos da economia.”

Segundo ela, anualmente o país adiciona mais de 10 milhões de novos postos de empregos urbanos. Segundo o Relatório de Trabalho de 2020, foram criados cerca de 13,52 milhões de empregos em 2019. E, de acordo com a OIT (Organização Mundial do Trabalho), entre 2006 e 2017, a China experimentou o crescimento salarial mais rápido do mundo.

Industrialização e urbanização, políticas de alívio à pobreza e voltadas para o emprego e renda, incrementaram a renda da população. Entre 2006 e 2011, a porcentagem de chineses com acesso ao seguro-saúde passou de 43% para 95%. Em 2011, os investimentos estatais nas áreas rurais e agrícolas foram de 3 trilhões de dólares.

Outra lição chinesa é a valorização do mercado interno. Dados de 2019 mostram que o consumo foi agente responsável por mais de 60% do seu crescimento econômico. Tem ainda o aumento da classe média e seu potencial de consumo, que é o referente ao setor de turismo. Nos últimos anos, a China se colocou como a maior fonte de turistas estrangeiros. Em 2018, o número de turistas chineses no exterior foi de cerca de 150 milhões. Entre 2007 e 2016, houve um aumento de 275% nas viagens domésticas da população.

Com informações de O Globo e Le Monde Diplomatique Brasil

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