Nesta segunda (27), em Brasília, os presidentes Lula (PT) e Lee Jae-Myung anunciaram acelerar as negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Os dois países também assinaram cinco memorandos de entendimento em áreas estratégicas e ampliaram a cooperação em minerais críticos, num movimento que busca diversificar o comércio bilateral, hoje em torno de US$ 11 bilhões, diante das tensões tarifárias com os Estados Unidos.
“Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou Lula em declaração à imprensa.
Lee Jae-Myung classificou o acordo como urgente. “No momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. O tratado abrirá oportunidades para empresas coreanas no mercado sul-americano e, ao mesmo tempo, dará ao Brasil uma nova rota de acesso ao mercado asiático via Coreia do Sul”, disse.
ENERGIA E CARNE
No campo energético, o foco recai sobre biocombustíveis e a transição para fontes mais limpas. Na área espacial, a Agência Espacial Brasileira e a Administração Aeroespacial da Coreia firmaram cooperação que inclui o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. A cooperação em minerais críticos também foi ampliada, com o objetivo de criar, nas palavras de Jae-Myung, “uma base estável de oferta” ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Um dos pontos importantes para o nosso agronegócio tem prazo definido: uma missão sanitária sul-coreana virá ao Brasil em agosto para avaliar frigoríficos brasileiros. A visita é condição necessária para que a Coreia do Sul libere a importação de carne bovina brasileira, negociação que se arrasta há 17 anos sem conclusão.
com informações do iG
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