O governo Jerônimo Rodrigues (PT) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) assinaram um documento conjunto em defesa da indústria baiana, diante das tarifas absurdas (25% e 12,5%) impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
“Trata-se de medida unilateral que penaliza relações comerciais construídas ao longo de décadas, atinge cadeias produtivas integradas entre os dois países e transfere – de forma arbitrária e sem justificativa plausível – seus custos a trabalhadores, empresas e consumidores, ferindo os princípios da economia de mercado defendida pelos EUA”, diz um trecho da carta.
Segundo o documento, observando as exportações no ano passado, as tarifas atingem 33,2% dos US$ 821,4 milhões exportados pela Bahia aos Estados Unidos. Atingem três cadeias que respondem por quase 90% do valor afetado: papel e celulose, borracha e plásticos e produtos químicos. E tem efeito significativo sobre as exportações da cadeia de calçados e couro, grande geradora de empregos no interior do estado.
APOIO À NEGOCIAÇÃO
Governo e FIEB reforçam apoio ao Governo Federal nas conversas diplomáticas e técnicas com os Estados Unidos, e defendem que a via negociada permaneça como caminho prioritário para a superação do impasse. E apresentam como prioridades da Bahia setores que devem ser isentos: celulose solúvel; pneumáticos e produtos químicos e petroquímicos do polo industrial de Camaçari; e a preservação das isenções já conquistadas: celulose branqueada, cacau e derivados, combustíveis, fruticultura irrigada e café.
Ao final, Estado e FIEB reafirmam que atuarão de forma coordenada e permanente na defesa da indústria baiana “para preservar mercados construídos ao longo de décadas de investimento e trabalho, proteger empregos e renda”. O texto foi assinado no dia 24 de julho, pelo governador Jerônimo Rodrigues e Carlos Henrique Passos, presidente da Federação.
com informações do Bahia de Valor
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