Nem mesmo a presença de diplomatas de quase 50 países inibiu o pré-candidato à presidente, Flávio Bolsonaro (PL), de mentir e atacar as urnas eletrônicas usadas nas eleições, desde 1996. As declarações foram feitas nesta terça (21), no evento “Debatendo o Brasil”, promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo jornalístico em inglês voltado à cobertura do Brasil para o público internacional.
As acusações do senador são parte de uma narrativa desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caindo nas pesquisas, o filho de Jair Bolsonaro (PL) disse que “as urnas têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012”.
“Há uma denúncia do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, afirmou, pedindo para os países enviarem mais observadores eleitorais em outubro.
TSE DESMENTE
Essa relação das urnas utilizadas nas eleições brasileiras e a empresa venezuelana Smartmatic já foi desmentida pelo TSE em uma nota oficial publicada 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026.
“São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras”, diz a nota do TSE.
O TSE disse que o sistema de votação utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados. “Não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto”, afirmou o tribunal em outra nota, divulgada em 2022.
com informações do g1
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