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Defensor da liberdade? Flávio Bolsonaro processará quem citá-lo em corrupção

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Foto: Revista Fórum

A disputa presidencial revela mais uma farsa da família Bolsonaro. Sempre defensor da liberdade de expressão, mesmo sem ter noção do que é de fato, Flávio Bolsonaro (candidato da extrema-direita) anunciou que processará qualquer um que pronunciar a palavra “corrupção” ao lado de seu nome.

Logo ele, que cresceu politicamente sob a sombra de um ecossistema de redes sociais especializado em mentir e triturar reputações com notícias falsas, agora quer o silêncio da Justiça sobre os fatos que marcaram sua trajetória. A estratégia é clara: limpar o terreno para 2026 através da intimidação.

O senador mira até um grupo de parlamentares governistas que têm refrescado a memória do eleitorado sobre as “rachadinhas” na Alerj, aquele esquema onde salários de assessores eram drenados para alimentar a opulência da família. Entre os alvos principais estão os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), André Janones (Avante-MG) e Otoni de Paula (MDB-RJ).

ACIONOU A REDE X

Recentemente, Flávio Bolsonaro tentou obrigar a plataforma X (antigo Twitter) a entregar os dados de usuários que o criticam e relembram os processos que o assombram. A Justiça, no entanto, negou o pedido. O X foi enfático ao afirmar que não cederia à tentativa de censura, protegendo o direito constitucional dos cidadãos de comentarem a vida pública de uma figura política.

PASSADO ASSUSTA

“Vão todos ser processados. Terão que provar o que estão dizendo ou serão responsabilizados cível, criminal e eleitoralmente”, bradou o senador ao portal Metrópoles. Flávio Bolsonaro insiste que “nunca teve uma decisão judicial contra ele”, omitindo convenientemente que as provas do caso das rachadinhas foram anuladas por tecnicalidades jurídicas nos tribunais superiores, e não por inexistência de crimes.

Na verdade, o incômodo do falso moralista tem nome: Lula (PT). O extremista acusa o atual presidente de “escalar um time” para atacá-lo. “O Lula escalou um time para ficar me atacando. Sendo que ele próprio foi presidente da República nos maiores escândalos do Brasil”, disparou, tentando desviar o foco de suas próprias pendências com o Ministério Público.

O que se vê nesta nova fase de Flávio Bolsonaro não é uma busca por justiça, mas um esforço desesperado de censura prévia. Para uma família que fez do “gabinete do ódio” sua principal arma de guerra, exigir que a oposição e a sociedade fiquem em silêncio sobre investigações reais é, no mínimo, uma confissão de fragilidade.

com informações do UOL e Revista Fórum

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