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Ilhéus: Nota Pública critica uso da orla e cobra respeito ao Minipúblico

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O Instituto Nossa Ilhéus (INI) e outras 27 organizações da sociedade civil divulgaram, em 8 de abril de 2026, uma nota pública contra a destinação fragmentada da orla central do município. As entidades manifestam profunda preocupação com o uso não planejado de aproximadamente 61 hectares de área de acreção sedimentar.

Consequentemente, o grupo exige a suspensão imediata de concessões isoladas até que a prefeitura elabore um projeto urbanístico integrado para todo o território. Esse posicionamento crítico destaca o descompasso entre as decisões recentes do poder público e as diretrizes construídas coletivamente pela população.

O documento reforça que a gestão atual ignora as deliberações do “Minipúblico Orla Viva”, processo democrático realizado em 2022 com mais de 1.500 contribuições populares. Durante as 10 audiências públicas do período, os cidadãos estabeleceram um consenso claro contra a construção de grandes prédios institucionais, como fóruns e centros administrativos, na faixa litorânea.

Em vez disso, a comunidade defende estruturas leves e sustentáveis voltadas ao lazer, esporte e valorização cultural. Portanto, a destinação fragmentada do solo contraria diretamente a vontade expressa pelos moradores em um processo legítimo e qualificado.

RESPEITAR O RESULTADO

Além do desrespeito à participação cidadã, as organizações alertam para a fragilidade ambiental da área frente aos riscos das mudanças climáticas. O terreno exige planejamento técnico rigoroso e proteção contra o avanço do mar, fatores que as ocupações casuísticas desconsideram.

Esse cenário de descrédito nas instituições enfraquece a confiança pública e compromete a resiliência urbana de longo prazo. Assim, os signatários reafirmam que respeitar o resultado do Minipúblico é essencial para garantir uma gestão democrática e sustentável em Ilhéus

Com informações do Ilhéus24h

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