A crise na Casas Bahia ganha um novo capitulo. A Polícia Federal investiga uma possível “maquiagem contábil” na empresa. A apuração busca descobrir se sistemas internos da varejista teriam sido utilizados para omitir juros de vendas parceladas dos relatórios de faturamento e, com isso, reduzir o valor dos bônus pagos a gerentes de lojas.
Segundo o portal Metrópoles, a suspeita envolve o sistema utilizado pela empresa para acompanhar o desempenho das lojas e estabelecer as metas que servem de base para o pagamento da remuneração variável dos funcionários.
Entre as ferramentas analisadas pelos investigadores estão o PRWEB e o Looqbox, utilizados para acompanhar resultados de áreas como mercadorias, móveis, serviços e crédito próprio. A suspeita é de que os sistemas apresentassem apenas o chamado “valor à vista” dos produtos, deixando de considerar juros e encargos cobrados nas compras parceladas.
Caso a hipótese seja confirmada, o faturamento usado para avaliar o desempenho das lojas ficaria abaixo do valor efetivamente movimentado nas vendas. Isso poderia diminuir a base utilizada para calcular as premiações dos gerentes.
GERENTES RELATAM
A investigação também reúne relatos de gerentes que afirmam não ter recebido integralmente os valores esperados em premiações. Quem questionou a empresa sobre os cálculos recebeu como justificativa que os juros cobrados nos carnês pertenciam a bancos parceiros e, por isso, não deveriam entrar no faturamento considerado para as metas.
Mas, documentos obtidos pela PF, incluindo ofícios do Banco Central e do Bradesco, indicariam que a própria Casas Bahia era responsável pelas operações de crédito relacionadas ao crediário por carnê e que a parceria com o banco não abrangia esse tipo de operação.
com informações do iG
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