Nas eleições desse ano, mais de 400 mulheres devem concorrer a cargos eletivos pela Bahia, que ocupa a quarta posição do ranking de participação feminina. Mas, a inclusão prática de mulheres na política baiana ainda é um desafio. Em quatro anos, o índice de candidaturas femininas subiu apenas 1%: de 33,10% em 2022 para 34,72% em 2026.
Segundo o Portal da Transparência do Tribunal Superior Eleitoral, em todos os estados, a porcentagem de mulheres candidatas flutua em cerca de 33% e nunca chega a um pico de 40%. Quem lidera o número de mulheres candidatas é São Paulo (844), seguido do Rio de Janeiro (670) e Minas Gerais (636).
As mulheres representam um terço das candidaturas, exatamente o número mínimo definido pela cota de gênero da Lei de Eleições (Lei nº 9.504/1997). Ela fixa o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas para cada gênero. Essa mesma porcentagem é considerada para a divisão de recursos e tempo de televisão em horário eleitoral.
INCENTIVO?
O que era um incentivo à participação feminina, se tornou quase um padrão limite para o preenchimento de vagas femininas nos partidos. Na Bahia, cinco legendas formaram uma exceção a essa tendência.
Considerando os 26 partidos com filiados registrados nas eleições, apenas superaram a marca de 40% das candidaturas femininas: União Popular (UP), Podemos, Cidadania, Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido da Causa Operária (PCO).
com informações do Bahia Notícias
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