A descoberta de petróleo, no poço Morpho, na Margem Equatorial (litoral do Amapá) foi bastante celebrada pelo presidente Lula (PT). Em visita ao navio-sonda da Petrobras, o petista afirmou que a riqueza poderá financiar investimentos em educação, tecnologia, desenvolvimento social e soberania nacional.
O feito foi confirmado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante entrevista coletiva em Oiapoque. O poço ainda passa por avaliações destinadas a determinar a qualidade do óleo e o potencial da reserva.
“Isso aqui pode chamar passaporte para o futuro deste país”, declarou Lula, comparando a emoção provocada pela descoberta à que sentiu em 2007, quando recebeu a notícia sobre o pré-sal. “Vocês não sabem o significado disso aqui para mim, pessoalmente”, afirmou.
Lula defendeu os investimentos da Petrobras em novas áreas de exploração e argumentou que uma empresa petrolífera precisa pesquisar para garantir sua continuidade. “Não é possível imaginar que uma empresa de petróleo consiga sobreviver se não pesquisar. Pesquisar significa fazer investimento, um investimento sobre o qual você não tem certeza se dará resultado”, disse.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
O presidente sustentou que a exploração na Margem Equatorial não representa o abandono da transição energética. “Quando eu falo em passaporte para o futuro deste país, não estou negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil. O Brasil continuará investindo em biocombustíveis e fontes renováveis”, declarou.
Ele também citou o BOP, equipamento de segurança usado para fechar o poço em caso de vazamento. “Nós vamos continuar cuidando do meio ambiente. O Brasil tem que saber que 87% deste estado é reserva e que praticamente 90% do território está com a floresta intocável”, afirmou.
Lula defendeu o fortalecimento da Petrobras, criticou a venda de ativos da estatal e afirmou que as receitas do petróleo devem beneficiar a população. “Isso aqui vai ser riqueza para o povo brasileiro, vai ser riqueza para o Amapá”, declarou, alertando o governo estadual para o possível avanço da especulação imobiliária caso a viabilidade comercial da reserva seja confirmada.
com informações do g1
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