O mundo das apostas online está com uma expressiva participação feminina. É o que aponta a pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia.
Divulgado nesta segunda (17), o estudo mostra que quatro em cada dez mulheres brasileiras (42%) já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online. Cerca de 20% apostam atualmente (com frequências variadas) e outras 22% já apostaram, mas não apostam mais. Mais da metade das mulheres no Brasil (54%) sente o efeito direto das bets, sendo apostadoras ou não.
Fundadora e diretora do estúdio Clarice, Beatriz Della Costa, explica que as experiências colocadas lado a lado conseguem dar uma visão mais completa da crise. “O impacto das bets vai muito além da crise financeira e afeta as estruturas familiares. Essa análise mostra que é possível pensar não apenas na contenção da crise, mas na prevenção da mesma”, afirma.
PERFIL
A pesquisa mostra que as mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos (72% das apostadoras têm filhos). No recorte racial, 45% das mulheres autodeclaradas pardas afirmaram que apostam ou já apostaram; 39% são brancas e 37%, mulheres pretas.
O estudo revela as diferenças de gênero dos apostadores: para o apostador homem, ter filhos atenua o julgamento. Já para a apostadora, é o contrário: com filhos, ela é mais culpada e mais questionada como provedora.
VERGONHA E SOBREVIVÊNCIA
com informações da Agência Brasil
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