Depois da responsável pela economia de Flávio Bolsonaro dizer que vai acabar o Bolsa Família em dois anos, agora outro absurdo. O posicionamento do seu indicado para Saúde, o oftalmologista Claudio Lottenberg, acendeu o sinal de alerta entre especialistas, gestores da área médica e defensores da saúde pública universal no Brasil.
Em vídeo que passou a circular com forte apelo nas redes sociais, ele manifestou forte oposição ao aumento de mais recursos do governo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Foi imediata a reação de entidades do setor, que veem nisso um risco real de enfraquecimento da maior rede pública de atendimento médico gratuito do mundo.
O médico baseia-se na redução da presença do Estado na saúde e a expansão dos convênios de saúde e da oferta de planos particulares. Eles passam a ilusão de que o fortalecimento do mercado de trabalho e o crescimento econômico devem empurrar a população para a contratação de serviços privados.
MAIS SETOR PRIVADO
Claudio Lottenberg apoia a ampliação massiva de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a transferência da gestão de unidades públicas de saúde para Organizações Sociais de Saúde (OSS). Esse modelo ele ajudou a consolidar na capital paulista em 2005, quando foi secretário municipal de Saúde.
Ele não vê a realidade das famílias brasileiras, cujo acesso a tratamentos complexos dependem exclusivamente do Estado. Aliás, até os ricos usam o SUS para fazer transplantes caros. Especialistas do setor sustentam que pouco financiamento do SUS e transferir a responsabilidade da saúde para planos privados aprofunda as desigualdades sociais e deixa desamparadas as parcelas mais vulneráveis da sociedade.
com informações do g1
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