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Contador ligado a Flávio Bolsonaro está preso por fraudes em aposentadoria

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Foto: Saulo Cruz / Agência Senado

Está preso desde dezembro de 2025 no caso dos descontos ilegais em benefícios do INSS, o contador Alexandre Caetano dos Reis. Seria mais um nome se ele não fosse contador do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele, também, foi alvo de duas fiscalizações do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal (CRC-DF). Em uma delas, o órgão apontou irregularidades em 10 de 21 declarações emitidas pelo profissional.

Alexandre é dono da Voga Serviços Contábeis, empresa responsável pela contabilidade da banca de Flávio Bolsonaro. A irmã dele, Letícia Caetano dos Reis, administra o escritório de advocacia do senador. As informações foram reveladas pela colunista Natália Portinari, do UOL.

O contador foi preso por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Ele era responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial, principal empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

PRISÃO E LIGAÇÃO COM O CARECA

A decisão que determinou a prisão afirma, segundo o UOL, que Caetano dos Reis teria exercido papel central na ocultação de patrimônio e na internacionalização do esquema investigado. Uma das operações envolveria uma empresa mantida com o Careca do INSS nas Ilhas Virgens Britânicas.

A ligação chegou à CPMI do INSS e o relatório final apontou que a Voga Serviços Contábeis teria atuado para facilitar uma suposta lavagem de dinheiro e o desvio de recursos retirados de aposentados por associações investigadas. O documento também propôs o indiciamento de Flávio Bolsonaro por formação de organização criminosa.

Em depoimento à Polícia Federal, Caetano dos Reis negou participação nas movimentações financeiras, afirmou que atuava apenas como contador e disse que nunca teve acesso às contas bancárias das empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes.

NOTA DE R$ 500 MIL

A ligação da empresa Voga com o escritório de Flávio Bolsonaro aparece em uma nota fiscal de R$ 500 mil, emitida em abril de 2025 por supostos serviços de assessoria jurídica prestados à Contábil Corrêa, de São Caetano do Sul, no ABC paulista. O documento apresenta um endereço de e-mail da Voga como contato da contabilidade da banca de Flávio.

Matéria da Revista Fórum revelou que o escritório do senador teve apenas dois clientes e quase não mantinha atividade operacional. A Contábil Corrêa pertence a Rogério Lourenço Novo, também apontado como dono da Copenhaguen, empresa instalada no mesmo endereço e que recebeu R$ 58 milhões do Banco Master.

com informações da Revista Fórum

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