Dados divulgados pelo IBGE, por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostram que o comércio baiano segue mostrando sua força, mesmo com as vendas apresentando queda de 2,2% entre fevereiro e março de 2026. Apesar do recuo mensal, o setor segue crescendo.
Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, as vendas avançaram 6,3%, completando 12 meses consecutivos de crescimento. O resultado ficou acima da média brasileira, de 4%, e colocou a Bahia entre os estados com melhor resultado no país.
Observando o acumulado do primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 4,5%, acima da média nacional (2,4%). Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o avanço foi de 3,9%, também superior ao índice nacional, de 1,8%.
SETORES
Segundo o IBGE, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceram 5,2%, além do setor de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 18,4%.
Por outro lado, alguns setores seguem em queda, como tecidos, vestuário e calçados, que acumulam dez meses consecutivos de retração, e livros, jornais, revistas e papelaria, em baixa há mais de três anos.
VAREJO AMPLIADO
O varejo ampliado (com veículos, material de construção e atacado alimentício) também apresentou retração de 1% entre fevereiro e março. Mas, no comparativo anual, o crescimento foi expressivo: 11,7% frente a março de 2025, superior à média nacional (6,5%). As vendas de veículos cresceram 22,7%, enquanto o setor de material de construção avançou 13,3%.
Para o IBGE, os resultados refletem o comportamento do consumo das famílias, a recuperação gradual do mercado de trabalho e fatores econômicos que influenciam diretamente o poder de compra da população. Os dados completos estarão disponíveis na Agência IBGE Notícias.
com informações da Tribuna da Bahia
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