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Clima esquentou: deputados pedem cassação e até prisão de Flávio Bolsonaro

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Foto: André Borges/EFE

Em 24 horas, o clima esquentou na capital federal após a divulgação de áudios e mensagens escandalosas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro VEJA AQUI. Deputados e partidos em Brasília lançaram uma ofensiva política e jurídica.

PT, PSOL e PCdoB anunciaram medidas contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro após o episódio do dinheiro negociado com Vorcaro para o filme sobre o pai. Nas ações constam pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, bloqueio de bens, busca e apreensão, investigação da Polícia Federal, atuação da Procuradoria-Geral da República, instalação de CPI e CPMI. Além de representação pela prisão preventiva de Flávio Bolsonaro.

As medidas foram anunciadas nesta quarta (13), após reportagem do portal The Intercept Brasil revelar áudios em que Flávio cobra recursos para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Segundo os parlamentares, o valor negociado teria chegado a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões —, dos quais aproximadamente R$ 61 milhões já teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.

CONVERSA DE “IRMÃOS”

No áudio, Flávio Bolsonaro chama Vorcaro de “irmão”, relata dificuldades financeiras e cobra uma posição urgente do banqueiro diante de atrasos em pagamentos ligados à produção cinematográfica. O documento protocolado junto à PF e à PGR afirma que a conversa demonstra uma “relação de confiança, dependência financeira e vínculo pessoal materialmente relevante”.

A representação pede, explicitamente, que a PF represente e que a PGR solicite ao STF a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro. Os parlamentares argumentam que há risco de destruição de provas digitais, ocultação patrimonial e interferência nas investigações.

O texto afirma que mensagens poderiam ser apagadas, contratos alterados e valores movimentados para impedir a rastreabilidade das operações financeiras. Segundo a notícia-crime, há indícios que justificariam investigação por lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção, tráfico de influência, evasão de divisas, ocultação patrimonial e organização criminosa.

com informações da Revista Fórum

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