A campanha do presidente Lula (PT) registrou, noite de sexta (7), na Justiça Eleitoral, a candidatura a presidente à reeleição e o programa de governo da chapa com Geraldo Alckmin. No documento de 84 páginas, ganham destaque a defesa da soberania nacional e o fim da escala de trabalho 6×1.
Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o programa está dividido em 13 eixos, que abrangem democracia, combate às desigualdades, segurança pública, educação, saúde, cultura, cidades, economia, agricultura, energia, meio ambiente, trabalho, política externa e defesa. Esta é a primeira versão do programa, que ainda poderá receber adendos.
Entre as propostas que mais se destacam estão o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte de salário, a criação de uma infraestrutura nacional para inteligência artificial, uma política para evitar que minerais críticos e terras raras sejam simplesmente exportados como matéria-prima, a criação de um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC da área, o enfrentamento ao atual sistema de emendas parlamentares e a meta de desmatamento líquido zero até 2030.
SOBERANIA TOTAL
A soberania conecta boa parte dessas agendas e não fica restrito às relações internacionais. Aparece associado à tecnologia, aos dados dos brasileiros, à indústria, à saúde, aos alimentos, à energia, aos minerais, à defesa e ao próprio desenvolvimento econômico.
“Não há desenvolvimento sem soberania em áreas estratégicas, capacidade industrial, domínio tecnológico e projeto nacional”, diz o texto, que defende um projeto de desenvolvimento “para o Brasil e pelo Brasil”, baseado nos interesses brasileiros e não nos de outras potências.
com informações da Revista Fórum
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