Com a largada oficial das eleições, os candidatos a presidente buscam mostrar seus programas de governo. A sociedade, especialmente a classe trabalhadora, precisam avaliar o que estão propondo quando chegarem ao Palácio do Planalto. Afinal, tudo vai impactar a vida das pessoas.
Uma questão central é a linha de pensamento sobre o papel do Estado em um país ainda muito desigual: o candidato vai colocar o governo para implementar políticas públicas para melhorar a vida de quem mais precisa?
Uma análise detalhada feita pela Revista Fórum sobre as propostas do candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro (PL) mostra que dois pontos do seu programa são extremamente prejudiciais aos trabalhadores e às trabalhadoras. A sua movimentação no Congresso Nacional e as diretrizes do plano de governo revelam a submissão das conquistas sociais históricas aos interesses do patrões e dos grandes grupos econômicos.
ESCALA 6×1
No Congresso, vê-se a manobra para impedir o fim da escala 6×1, que afeta a saúde física, mental e socioafetiva do trabalhador brasileiro. Pesquisas de saúde pública apontam que a exaustão crônica decorrente dessa rotina afeta diretamente milhões de famílias na indústria, no comércio e no setor de serviços.
A coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro articulou bastidores e estratégias legislativas para tentar barrar ou desidratar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala desumana.
Mesmo admitindo que o fim da escala 6×1 conta com imenso apelo popular (71% da população é a favor) e chances de aprovação no Senado, os interlocutores e aliados estratégicos de Flávio Bolsonaro montaram uma operação de protelação.
SALÁRIO MÍNIMO
Outra medida antipovo da plataforma de Flávio Bolsonaro afeta diretamente o bolso de quem mais precisa: o total descompromisso com a política de valorização real do salário mínimo. Uma análise do seu plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela um dado alarmante: não há uma única menção à valorização real do salário mínimo.
O candidato não firma qualquer compromisso com a garantia de reajustes que superem a variação da inflação, repetindo a fórmula adotada pela gestão de seu pai, Jair Bolsonaro. Trata-se da ferramenta central de redistribuição de renda no Brasil. Além de ajudar também o piso dos benefícios previdenciários e assistenciais (como o BPC) de dezenas de milhões de aposentados e pensionistas.
com informações da Revista Fórum
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