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Prefeitos se preparam para enfrentar estiagem e incêndios na Bahia

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Foto: Ascom UPB

Para que os municípios se antecipem e enfrentem a estiagem e incêndios no estado, a União dos Municípios da Bahia (UPB) se reuniu com representantes das Defesas Civil Nacional e Estadual e Corpo de Bombeiros para programa as ações de prevenção aos efeitos do fenômeno El Niño nos próximos meses.

A UPB apresentou um levantamento feito com as prefeituras sobre as principais demandas para que os esforços sejam direcionados ao apoio daqueles municípios que apresentam maior vulnerabilidade e menor capacidade financeira.

“Não podemos olhar todos os municípios da mesma forma. Precisamos identificar aqueles que realmente não têm condições de enfrentar sozinhos uma situação dessa dimensão. Será necessário uma ‘operação de guerra’ nos próximos 120 dias, quando os efeitos do El Niño serão sentidos fortemente”, afirmou o presidente da UPB, Wilson Cardoso.

A entidade se preocupa em dar suporte aos pequenos produtores rurais, que possuem menor capacidade financeira para enfrentar os efeitos prolongados da seca. Também será necessário envolver a Neoenergia Coelba nas estratégias de prevenção, como na possibilidade de falhas e problemas em redes de distribuição contribuírem para o início de incêndios, especialmente em áreas rurais.

SINTONIA GERAL

Para o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun, é importante aproximar as políticas federais da realidade vivida nos municípios brasileiros, para uma atuação articulada entre União, estados e municípios.

O comandante do Corpo de Bombeiros da Bahia, Coronel Aloísio Mascarenhas, apresentou o planejamento para incêndios florestais. Em 86 dias de operação, já foram registrados 661 focos de incêndios, com atendimento em 95 municípios. São 176 bombeiros, com previsão de ampliação nos próximos meses.

A reunião definiu outras ações:

>> municípios manterem brigadas e fazerem ações preventivas com a realização de aceiros (limpeza ou remoção total da vegetação) em faixas de terreno para servir como barreira contra a propagação de incêndios florestais e queimadas.

>> identificar onde estão as maiores vulnerabilidades para fazer com que a ajuda chegue a quem mais precisa.

>> UPB realizar o levantamento junto aos prefeitos, especialmente dos municípios do semiárido, que já convivem com a estiagem e terão desafios ainda maiores.

com informações da UPB

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