O Brasil e o mundo esportivo perderam um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, nesta sexta (17): Oscar Schmidt, o Mão Santa, aos 68 anos. Maior pontuador da história das Olimpíadas, o ex-atleta teve uma parada cardiorrespiratória em São Paulo e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA).
A família de Oscar também emitiu uma nota: “Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, diz um trecho da declaração.
FENÔMENO E VITÓRIA SOBRE OS EUA
Oscar foi considerado um fenômeno do basquete pelo mundo inteiro. O dono da camisa 14 do Brasil detém muitos recordes, como o de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos e da seleção, com 1.093 e 7.693 pontos, respectivamente.
Um dos principais responsáveis por duas revoluções do basquete mundial, Oscar foi o grande nome da vitória do Brasil sobre os Estados Unidos, na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. A primeira derrota da história do time americano em casa abriu discussão sobre a equipe levar jogadores da NBA para as principais competições.
O show de bolas de três de Oscar e Marcel ainda colocou em debate o estilo de jogo de se alimentar dos arremessos de longa distância. Naquele dia 23 de agosto de 1987, o Brasil converteu 10 bolas de três pontos, algo fora do comum para a época. Sete desses arremessos foram feitos por Oscar. Aquela partida é vista como o início da “Revolução dos 3”, e, a partir dali, o foco dos times se voltou às bolas de longa distância.
HALL DA FAMA
Uma das maiores honras para a carreira de um atleta de basquete é ser introduzido no Hall da Fama da modalidade nos Estados Unidos. Apenas três brasileiros tiveram essa honraria: Ubiratan Pereira Maciel, Hortência Marcari e Oscar Schmidt. O Mão Santa recebeu a indicação em 2013, sendo reconhecido por seus feitos no esporte.
com informações do UOL
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