Em uma disputa acirrada, a diferença pequena entre dois candidatos pode ser revertida, sim. É o que o presidente Lula (PT) terá que fazer contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
A diferença de 1,87% (ou 2,2 milhões de votos) é muito menor do que a distância que Fernando Haddad (PT) conseguiu descontar de Jair Bolsonaro entre os dois turnos da eleição presidencial de 2018.
No primeiro turno de 2018, Bolsonaro recebeu 49.276.990 votos (46,03%), contra 31.342.005 votos (29,28%) de Fernando Haddad. A distância era de 16,75 pontos percentuais e quase 17,94 milhões de votos.
Haddad avançou de maneira expressiva no segundo turno, terminando a disputa com 47.040.906 votos (44,87% dos válidos), enquanto Bolsonaro foi eleito com 57.797.847 votos (55,13%). A diferença passou de 16,75% para 10,26%, uma redução de 6,49%.
CENÁRIO
Essa comparação não significa que o comportamento do eleitorado de 2018 vá se repetir, nem permite projetar automaticamente uma vitória de Lula.
Segundo turno é uma nova disputa. Vai interferir a migração de votos dos eliminados e a redução das abstenções e de votos brancos e nulos. Pelos números, a diferença que Lula precisa reverter é muito menor do que a que Haddad conseguiu reduzir há oito anos.
com informações da Revista Fórum
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