O inferno astral da família Bolsonaro ganhou mais um ingrediente. Além de dois filhos fugitivos nos EUA (Eduardo e Flávio), o caçula Jair Renan, eleito deputado federal por Santa Catarina, virou réu na Justiça por suspeita de lavagem de dinheiro. Nesta quinta (29), a 5ª Vara Criminal do Distrito Federal acolheu a peça acusatória elaborada pelo Ministério Público.
A ação apura uma série de crimes financeiros e operacionais voltados à falsificação de garantias empresariais perante o sistema bancário. Ao analisar a inicial, o magistrado responsável considerou que o material probatório preliminar reunido pelos investigadores trazia elementos suficientes para fundamentar a instauração do processo criminal.
O ponto central da apuração está nas operações de crédito realizadas por meio da empresa RB Eventos e Mídia, do filho do de Jair Bolsonaro. Segundo os promotores de Justiça, teria havido uma manipulação deliberada nas declarações de faturamento e nos balanços contábeis da firma. A finalidade era simular um porte econômico superior à capacidade real do negócio, oferecendo lastro fictício para a concessão de empréstimos bancários.
FATURAMENTO ILUSÓRIO
As movimentações financeiras investigadas (entre 2022 e 2023), alcançaram quantias substanciais. Documentos com indícios de adulteração atestavam um faturamento anual ilusório na casa dos R$ 4,6 milhões para a empresa. A partir do uso desses dados inflados, foram contratados financiamentos de cerca de R$ 291 mil.
O esquema começou a ruir quando os compromissos financeiros deixaram de ser honrados. Com a inadimplência e o acúmulo de encargos moratórios, a instituição financeira credora iniciou os procedimentos de cobrança da dívida, que já superava a marca de R$ 360 mil. A partir das irregularidades identificadas na análise das garantias, os órgãos de fiscalização e controle foram acionados.
com informações da Revista Fórum
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