Após a divulgação da carta com teor golpista de Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu para os Estados Unidos, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha derrotada na disputa presidencial, praticamente lhe desmentiu.
Em uma primeira versão da carta, divulgada na rede social X, Flávio Bolsonaro se declarava o “verdadeiro presidente eleito do país”. Meia hora depois, o documento foi apagado e uma segunda versão substituiu o termo “presidente eleito” para “líder do Brasil”.
“A carta que está no seu Twitter [X], que é carta oficial, a [carta] definitiva, ele se coloca como líder. De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil”, disse Marinho em coletiva de imprensa a jornalistas, no Senado Federal. “Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta”, acrescentou, sobre a mudança do termo.
PL E TSE NEGAM FRAUDE
Questionado sobre fraude na eleição, como alega sem provas o próprio Flávio na carta, Rogério Marinho reconhece que não tem provas para sustentar essa posição. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, admitiu.
Para o senador, a acusação de Flávio expressa na carta seria uma espécie de desabafo por ter decidido deixar o país. Marinho disse que Flávio seria um “exilado”, apesar de o senador ter saído do país de forma voluntária, sem ordem de prisão.
Em outro momento, o presidente do Tribunal Superio Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, emitiu nota afirmando que o processo eleitoral foi realizado dentro da normalidade.
com informações da Agência Brasil
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