O candidato da extrema direita a presidente, Flávio Bolsonaro, diz que se inspira no governo da Argentina, de Javier Milei. Lá o “tesouraço” ou o “plano motosserra” levou ao fechamento de 32 mil empresas em menos de 3 anos da sua administração.
Dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT) da Argentina, divulgados no sábado (10), mostram que o total de empregadores no país passou de 512.357 em novembro de 2023, um mês antes de Milei assumir o governo, para 480.067 em julho deste ano.
São 18 meses seguidos de registros de fechamento de empresas na Argentina. O plano de Milei teve como justificativa resolver os problemas da economia argentina, como a inflação e a burocracia.
REDUZIU INVESTIMENTOS
Entre as medidas de Milei teve a redução das obras públicas; corte do subsídio à energia (gás e luz) e aos transportes (tarifas de trens e ônibus); desvalorização da moeda e redução dos repasses federais às províncias.
No primeiro semestre de 2026, a pobreza na Argentina subiu de 28,2% para 32,3%, atingindo 9,7 milhões de pessoas. A indigência também avançou, chegando a 7,5% da população. O desemprego formal bateu 7,9%, e quase metade da força de trabalho está agora na informalidade, sobrevivendo de “bicos” e aplicativos de transporte.
com informações do Brasil de Fato
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