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Flávio Bolsonaro fez passeio com prostitutas e empresários de vacinas, diz revista

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Foto: reprodução / Revista Piaui

Reportagem da Revista Piauí revela que Flávio Bolsonaro participou de festa em lancha com garotas de programa e empresários do setor de vacinas em plena Covid-19. Ele ainda ganhou um relógio Rolex de presente.

O evento aconteceu no Lago Paranoá, em Brasília, com empresários interessados em fechar negócios com o governo de Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, o encontro ocorreu em 17 de julho de 2020, quando o Brasil enfrentava uma escalada de mortes provocadas pelo coronavírus.

A Piauí reconstruiu o episódio a partir de depoimentos de uma pessoa presente na embarcação, registros de voos, documentos obtidos por comissões parlamentares de inquérito e entrevistas com outras fontes. Os principais personagens da história são Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, respectivamente diretor institucional e proprietário da Precisa Medicamentos, empresa que representava o laboratório indiano Bharat Biotech nas negociações da vacina Covaxin.

Durante o passeio, Flávio Bolsonaro desceu à cabine da lancha acompanhado de uma das garotas de programa e que o mesmo ocorreu com outra mulher naquela tarde, segundo a revista.

RELÓGIO CARO

O episódio ganhou outra dimensão quando a festa terminou. Danilo Trento retirou do próprio pulso um relógio Rolex, com pulseira prateada, e o colocou no braço de Flávio Bolsonaro. O senador teria deixado o local usando o presente.

Trento era um dos principais representantes da Precisa Medicamentos, que buscava ampliar seus negócios com o governo Bolsonaro durante a emergência sanitária. A empresa participou das negociações para a compra da vacina indiana Covaxin, posteriormente investigadas pela CPI da Pandemia por suspeitas de irregularidades.

A relação entre Flávio Bolsonaro e os empresários da Precisa Medicamentos já havia despertado questionamentos durante a CPI da Pandemia, em 2021. Francisco Maximiano e Danilo Trento foram investigados por sua participação nas negociações da Covaxin, cujo contrato previa a aquisição de doses pelo governo federal por aproximadamente R$ 80 cada.

Segundo os valores apresentados pela piauí, a Pfizer oferecia vacinas por cerca de R$ 56,30 por dose, enquanto o preço da AstraZeneca era de aproximadamente R$ 18.

com informações do Brasil 247

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