O discurso de patriota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato da extrema-direita nas eleições presidenciais, foi desmascarado nos Estados Unidos, ao sugerir que “o Brasil seria a solução dos EUA por conta das terras-raras”. A fala subserviente ocorreu durante participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC).
Rapidamente, integrantes do governo Lula (PT) reafirmaram a defesa da soberania nacional e exploração de recursos estratégicos. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou duramente a posição do senador e afirmou nas redes sociais: “Os vendilhões da pátria não tomam jeito”.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou a declaração como um marco negativo no cenário político. “Este cidadão está oferecendo as riquezas e o futuro do povo brasileiro a uma potência estrangeira em troca de apoio. Entenderam o que vai estar em jogo em outubro?”, afirmou. Para ele, o episódio representa “o fato mais grave das eleições de 2026 até aqui”.
MINERAIS ESTRATÉGICOS
Os chamados minerais críticos, especialmente as terras-raras são fundamentais para a produção de tecnologias avançadas, como baterias, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Atualmente, a China domina grande parte da cadeia global de produção e processamento desses materiais.
Com a segunda maior reserva mundial de terras-raras, atrás apenas da China, o Brasil concentra 23% das reservas globais, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil. O país se destaca pela qualidade de seus depósitos, especialmente os de argila iônica, considerados estratégicos para a exploração eficiente desses minerais. Tem o nióbio (temos mais de 90% das reservas mundiais), amplamente utilizado na indústria aeroespacial e em ligas metálicas de alta resistência.
Especialistas apontam que os minerais críticos tendem a assumir papel semelhante ao do petróleo no século XX, diante da crescente demanda impulsionada pela transição energética e pelo avanço tecnológico. Esses insumos são fundamentais para setores como energia renovável, semicondutores e defesa, o que os coloca no centro das disputas econômicas e estratégicas globais.
com informações do Brasil247
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