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EUA exigiram absurdos e que Lula freasse China; chineses defendem Brasil

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Foto: Ricardo Stuckert

As verdades sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros foram revelas em um documento obtido pelo jornalista Jamil Chade e revelado, nesta sexta (17), pelo ICL Notícias. A carta é assinada por Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial, o USTR dos EUA.

O presidente Donald Trump exigiu que o Brasil limitasse investimentos ligados à China em minerais críticos, eliminasse tarifas sobre uma ampla lista de produtos americanos e adotasse regras favoráveis a empresas americanas. As cobranças constam de uma carta enviada ao governo Lula em 9 de janeiro de 2026.

Greer cobrou que o Brasil revisasse a venda das operações de níquel da Anglo American para a MMG Singapore Resources e garantisse condições para empresas americanas investirem no setor brasileiro de minerais críticos.

Donald Trump também exigiu a eliminação da tarifa brasileira sobre o etanol produzido nos Estados Unidos. A cobrança é uma das queixas centrais do setor agrícola americano. O governo Lula sustenta que a alíquota de 18% respeita as regras da Organização Mundial do Comércio e não discrimina os Estados Unidos.

NOSSO AÇÚCAR

O governo brasileiro também propôs que as negociações incluíssem as barreiras americanas ao açúcar brasileiro, mas Washington não respondeu. Os EUA exigiram que Brasil deveria zerar tarifas sobre produtos químicos, veículos, autopeças, equipamentos médicos, medicamentos e frutos do mar fabricados nos Estados Unidos.

CHINA À DISPOSIÇÃO

Diferente dos EUA, a China propõe relações comerciais justas para todos os países. Lin Jian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, declarou, nesta sexta (17), estar disposto a unir forças com o Brasil e outras nações do Sul Global para enfrentar a política tarifária dos Estados Unidos.

Pequim argumenta que “não há vencedores em uma guerra tarifária” e propõe a defesa do multilateralismo com a Organização Mundial do Comércio (OMC) como eixo central.

Jian afirmou que o governo chinês está disposto a “incrementar o diálogo e trabalhar com o Brasil e outros países para salvaguardar conjuntamente o sistema multilateral de comércio, tendo a Organização Mundial do Comércio (OMC) como núcleo, e defender a justiça e a equidade internacionais”.

A proposta foi dirigida ao Brasil e a outros países do Sul Global como resposta direta ao tarifaço estadunidense anunciado dois dias antes.

com informações do ICL e Fórum

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