Quem vive todos os dias o trabalho precário, jornadas cansativas e acidentes nas empresas precisa perguntar ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro porquê ele critica a PEC apoiada pelo governo Lula (PT) que acaba a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho no Brasil.
Ele desconhece a triste realidade de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de acidentes e mortes no trabalho da histórica. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos, segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes. Registramos 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS).
Nesta terça (06), Flávio Bolsonaro disse defender a contratação por hora trabalhada, sob a justificativa absurda e irreal. “Eu tenho uma proposta infinitamente melhor, que é da liberdade do trabalhador, [que o trabalhador] escolha sua própria carga horária”, afirmou.
PERIGO À VISTA
O perigo da proposta é que ela prevê a redução da jornada por acordo individual entre empregado e empregador, com remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas. Isso existe e ele ajudou a aprovar nas reformas trabalhistas de Temer e o pai Jair Bolsonaro: o trabalho intermitente. O profissional presta serviços de forma não contínua, alternando períodos de atividade e inatividade, conforme a necessidade da empresa.
Os sindicatos negociam todos os anos e sempre propõem a redução da jornada, fazendo grandes mobilizações. Mas, os empresários sempre negam. É de se imaginar um trabalhador propor isso na mesa só ele o patrão. É de se perguntar: Alguém acredita que um político que aprovou as reformas que retiraram vários direitos e precarizaram o trabalho, quer o melhor para os trabalhadores e as trabalhadoras?
com informações da Agência Senado
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