Três santos que embalam a fé de milhões de brasileiros também ajudam as economias das cidades e do Brasil. As festas de Santo Antônio, São João e São Pedro devem movimentar mais de R$ 7 bilhões no País. Elas impulsionam eventos tradicionais e uma ampla cadeia econômica: agricultura, indústria, transporte, supermercados, turismo, hotelaria, restaurantes e serviços.
No Nordeste, o período junino chega a superar economicamente outras datas comemorativas em algumas cidades, devido ao volume de consumo, geração de empregos e atração de turistas. Para Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o varejo acompanha o mês de junho como uma das épocas mais importantes do ano para a comercialização de alimentos.
“As vendas de produtos típicos disparam, mas o mais interessante é que a festa junina não vende apenas canjica e paçoca. Ela aumenta a venda de refrigerantes, carnes, doces, descartáveis, bebidas e itens para receber visitas. O consumidor entra pensando em uma receita e acaba montando uma experiência completa”, afirma Tonegutti.
SETORES BENEFICIADOS
Segundo ele, o impacto econômico da festa chega a diferentes setores: pequenos produtores e comerciantes até trabalhadores ligados diretamente à organização dos eventos. “O supermercado acompanha isso de perto. A costureira que faz roupas temáticas, o produtor de milho e amendoim, a doceira que vende bolo de milho e pamonha, o artesão, o ambulante, o músico, o decorador e o pequeno comerciante. Quando olhamos para os bilhões movimentados, é importante lembrar que esse dinheiro se espalha por milhares de pequenos empreendedores”, destaca.
O principal ingrediente das festas juninas chega ao período com cenário favorável. O Brasil está colhendo uma das maiores safras de milho da história, o que garante uma oferta confortável para atender à demanda desta época.
com informações da Tribuna da Bahia
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