Celebrado pelo candidato a presidente Flávio Bolsonaro, o presidente da Argentina, Javier Milei bate recordes de rejeição. É o que aponta a pesquisa do Observatório de Psicologia Social Aplicada (OPSA), da Universidade de Buenos Aires (UBA), realizada entre 28 e 31 de julho.
O levantamento mostra que a desaprovação do governo Milei chegou a 62,8%, enquanto a aprovação alcança 37,2%. O desgaste atingiu o próprio núcleo duro do presidente: 33,6% dos eleitores que votaram nele no segundo turno de 2023 atualmente desaprovam sua administração.
Essa insatisfação popular se reflete nas projeções para as eleições presidenciais de 2027: cerca de 64,1% dos argentinos preferem uma mudança de governo. Apenas 35,9% defendem a continuidade.
O cenário favorece a oposição progressista. Em uma simulação de segundo turno, o governador da Província de Buenos Aires, Axel Kicillof, derrotaria Javier Milei com 48,2% dos votos, contra 39,3% do atual mandatário.
PROBLEMAS
A pesquisa desvenda os motivos da queda de popularidade de Milei. O custo social das suas medidas de austeridade cobrou seu preço. Hoje, as maiores aflições dos argentinos são os baixos salários (63,1%) e o desemprego (54,2%). Tem ainda a corrupção (62,8%), que empatou tecnicamente com a crise salarial no topo das preocupações nacionais.
Os pesquisadores destacam que as controvérsias recentes corroeram o principal trunfo simbólico de Milei: a promessa de ser uma alternativa ética à política tradicional, a qual ele chamava pejorativamente de “casta” durante a campanha.
com informações da Revista Fórum
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