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Preso por elo com PCC tem contratos milionários na gestão de Ronaldo Caiado

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Adair Meira preso e o Ronaldo Caiado. Fotos: divulgação e Matheus Leite/BBC

Um dos candidatos da direita a presidente, Ronaldo Caiado, que deixou o governo de Goiás em março, terá que explicar os contratos milionários do Estado com o empresário Adair Meira, preso na semana passada sob acusação de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ele preside a Fundação Pró-Cerrado, que mantém contratos com o governo no valor total de R$ 141,5 milhões. Esses contratos, assinados entre 2021 e 2025, envolvem serviços terceirizados, incluindo auxiliares administrativos, motoristas e operadores de call center para a Secretaria de Economia.

As investigações da Polícia Civil de São Paulo mostram que Meira é um dos principais interlocutores de João Gabriel de Mello Yamawaki, operador de um banco ligado ao PCC. A relação entre eles foi descoberta através de mensagens trocadas em celulares apreendidos durante a operação Decurio.

LAVAR DINHEIRO

A polícia acredita que Meira utilizava suas empresas para lavar dinheiro da facção criminosa, misturando recursos lícitos com ilícitos. A Pró-Cerrado é uma das entidades investigadas. Esse processo envolvia o transporte de dinheiro entre estados por meio de aeronaves fretadas, o que indicaria o controle de Meira sobre grandes somas de dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos.

O governo de Goiás afirmou que está verificando os contratos, mas ressalta que não teve envolvimento direto com as acusações. A fundação tem 12 acordos firmados desde 2010, com quatro ainda vigentes. O governo de Ronaldo Caiado (PSD), que assumiu em 2019, renovou dois contratos em 2021 e outros dois em 2022. O total desses acordos supera os R$ 141 milhões, e o mais recente foi firmado em 2025, com duração de um ano.

Apesar das acusações, o governo de Goiás afirmou em nota que a fiscalização dos contratos está sendo conduzida por órgãos de controle e que não há evidências de irregularidades durante a gestão estadual. A Controladoria do Estado iniciou uma investigação sobre os contratos, mas não forneceu uma data específica para a abertura do processo.

com informações do UOL

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