Revelações de um relatório do Coaf indicam que os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram maiores e duraram mais tempo que o admitido por Flávio Bolsonaro. Uma nova parcela, de US$ 1,6 milhão, foi identificada em setembro de 2025.
O dinheiro teria sido enviado ao Havengate Development Fund, fundo indicado por Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos para supostamente financiar o filme. A informação foi revelada nesta terça (1º) pela Revista Piauí e confirmada pelo site Valor junto a fontes ligadas à investigação.
Esse relatório do Coaf foi juntado no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar os repasses ao exterior. Assim, o valor total repassado ao fundo seria ainda maior do que os US$ 10,6 milhões revelados pelo site Intercept Brasil, em maio. Também contraria a versão de Flávio à GloboNews, após a revelação das negociações com Vorcaro, na qual disse que o último repasse seria de maio de 2025.
PAGAMENTO ANTES DA PRISÃO
A Piauí também afirma existir evidências de outro pagamento, às vésperas da prisão de Vorcaro, no fim de outubro, segundo mensagens trocadas por WhatsApp entre Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda, que ajudou a captar dinheiro para “Dark Horse”.
Miranda enviou uma mensagem a Vorcaro em 22 de outubro de 2025 perguntando se o ex-banqueiro conseguia liberar as parcelas do filme. “Senão vai parar tudo lá”, escreveu. Vorcaro, então, reponde: “Sim. Liberei mais uma hoje”.
EDUARDO BOLSONARO
O uso do fundo no exterior para supostamente financiar um filme gravado no Brasil está no centro das investigações da PF. Há suspeitas de evasão de divisas e até de eventual uso de recursos do fundo para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o fundo está em nome de um advogado de imigração próximo a ele.
com informações da Revista Piauí
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