O Projeto A-mar questionou as informações veiculadas pela Prefeitura de Ilhéus sobre a limpeza das praias na Zona Norte da cidade. Em nota enviada ao portal Ilhéus 24h, o grupo contestou os dados divulgados recentemente pela Superintendência de Comunicação da Prefeitura. A organização afirma que acompanhou a ação em campo e identificou divergências entre o relatório governamental e a realidade observada no local.
A organização destaca, principalmente, o risco ambiental do uso de máquinas pesadas e tratores na faixa de areia. Segundo o grupo ambientalista, a circulação desses veículos interfere diretamente no ciclo reprodutivo das tartarugas marinhas durante o período de desova. Por isso, o grupo defende a adoção de métodos de limpeza que não prejudiquem a preservação da fauna marinha e a integridade dos ninhos na região.
Apesar de buscar alinhamento técnico, o grupo relata obstáculos na comunicação direta com a gestão municipal. O Projeto A-mar informou que solicitou reuniões com a Prefeitura e com a Procuradoria do Município para discutir protocolos ambientais específicos. Contudo, a organização afirma que esses encontros vêm sendo sistematicamente adiados pelo poder público, o que retarda a definição de estratégias conjuntas de preservação.
Atualmente, o projeto segue monitorando as áreas de desova e orientando a proteção da orla baiana. O objetivo central é estabelecer um modelo de manutenção que concilie a limpeza urbana com a conservação da biodiversidade local. Esse posicionamento reforça a necessidade de uma gestão costeira baseada em critérios científicos para evitar danos ao ecossistema de Ilhéus em 2026.
Com informações de Ilhéus 24h
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