A Polícia Federal não caiu na conversa do candidato a presidente da extrema-direita, Flávio Bolsonaro (PL), em relação ao filme sobre a vida do pai, Jair Bolsonaro (“Dark Horse”). As investigações mostram que a narrativa de que o montante bilionário e as movimentações atípicas não passam de uma transação comercial comum caiu por terra.
Flávio Bolsonaro insiste em rotular a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro como um simples acordo comercial sem reflexos institucionais. Mas, a PF enquadra as transações no campo criminal. A informação é da colunista Andréia Sadi, do portal g1 e GloboNews.
Segundo a defesa pública feita por Flávio Bolsonaro, o repasse financeiro visava financiar a obra audiovisual “Dark Horse”, sem que houvesse destinação de valores diretamente para suas contas pessoais.
CORRUPÇÃO E OCULTAÇÃO DE BENS
Os elementos colhidos pelos investigadores apontariam para prática de corrupção passiva e ocultação de bens. A infração penal prevista na legislação brasileira não exige necessariamente a comprovação de uma contrapartida direta e imediata na administração pública.
A apuração da PF busca verificar se o mandato ou a influência política do senador Flávio Bolsonaro serviram como pano de fundo para a obtenção de benefícios financeiros injustificados. Duas peças-chave acenderam o alerta dos investigadores e fragilizaram a tese de mera cota publicitária:
1) o anonimato do pagador: O desinteresse de Vorcaro em vincular sua imagem ou a de suas empresas publicamente como apoiador institucional da produção audiovisual; e 2) a admissão de repasse direto: As declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mencionando a ida presencial do filho do ex-presidente à residência do ex-banqueiro com o intuito de recolher valores remanescentes.
A PF descarta a tese de mero investimento cultural privado. A presença de um agente político ocupante de cargo eletivo na linha de frente das tratativas com um executivo do setor financeiro coloca o episódio sob o rigor da lei penal, transformando a transação de R$ 61 milhões em um ostensivo caso de polícia.
com informações da Revista Fórum
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