A Operação Midas cumpriu 33 mandados de prisão e de busca e apreensão em seis estados nesta última terça-feira (31) para desarticular uma organização criminosa de tráfico e lavagem de dinheiro. O Ministério Público da Bahia (MPBA), através do Gaeco, coordena a ofensiva em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) DE Ilhéus e forças policiais federais e estaduais. As ações atingem cidades baianas como Itabuna, Camacan e Salvador, além de estados como Rio de Janeiro e São Paulo. O grupo movimentava armas e drogas em uma rede interestadual estruturada.
As investigações duraram mais de dois anos e revelaram uma logística complexa entre o Rio de Janeiro e a Bahia. A organização enviava armamentos e entorpecentes do território fluminense para o interior baiano de forma contínua. Em contrapartida, os criminosos remetiam dinheiro e drogas processadas, como haxixe e “moonrock”, para o Sudeste. Portanto, o esquema funcionava como uma engrenagem de abastecimento mútuo entre as facções regionais.
Durante a apuração, as autoridades localizaram três fazendas em João Dourado destinadas ao cultivo de maconha com alto teor de THC. O grupo também mantinha um laboratório tecnológico equipado para a produção de derivados de alto valor no mercado ilegal. Além disso, a operação identificou ramificações em Irecê e Luís Eduardo Magalhães para facilitar o escoamento dos produtos. Essas estruturas garantiam o refinamento e a pureza dos entorpecentes comercializados pela rede.
A ofensiva busca paralisar as atividades financeiras e logísticas da facção em Sergipe, Pernambuco e Minas Gerais. Com o cumprimento dos mandados, as forças de segurança pretendem asfixiar o fluxo de capital ilícito proveniente do comércio ilegal de armas. A integração entre as polícias reforça o combate ao crime organizado no sul e oeste da Bahia. Assim, a Operação Midas consolida um avanço estratégico na segurança pública interestadual em 2026.
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