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Mais de 5 milhões de beneficiários deixam Bolsa Família por aumentar renda

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Foto: Divulgação / MDS

A polêmica causada pelo equívoco do apresentador Luciano Huck em torno do Bolsa Família teve uma resposta do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias. Ele afirmou que 5,1 milhões de beneficiários já saíram do programa desde 2023, após aumentar a renda.

“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar”, disse o ministro no programa Bom Dia, Ministro. O dado rebate a tese de que parte dos beneficiários busca permanecer no programa “eternamente”.

Segundo Dias, esse tipo de percepção está associada a preconceitos históricos contra as camadas mais pobres da população brasileira. “É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres”, afirmou.

ESTUDOS E CLASSE MÉDIA

O ministro citou estudos sobre a eficácia do programa. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Banco Mundial aponta que, entre a primeira geração de beneficiários — cerca de 20 milhões de brasileiros — aproximadamente 70% deixaram a pobreza, principalmente por meio da educação.

Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicam melhora no perfil socioeconômico do país. Segundo a divulgação mais recente mencionada pelo ministro, o Brasil alcançou Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, passando a integrar o grupo de países com desenvolvimento “muito alto”.

Sobre o empreendedorismo, dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único atuam como pequenos empreendedores, em atividades como salões de beleza e mercadinhos. “Parte desses beneficiários passou à condição de empregadora. Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que, até outro dia, era do Bolsa Família”, disse o ministro.

Wellington Dias também afirmou que mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do Bolsa Família, reforçando o papel do programa na ampliação da classe média.

com informações do MDE

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